Crise dos fertilizantes: importar, extrair ou circular?

Share
Crise dos fertilizantes
Fonte: Elaine Casap para unsplash.com

Você sabia que o Brasil é o maior importador de fertilizantes do mundo?

Segundo dados da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), divulgados pela BBC Brasil, 85% dos fertilizantes consumidos no país em 2021 foram importados. 

Esse assunto tem estado bastante em pauta desde o início da Guerra na Ucrânia, já que mais de 23% das importações brasileiras vêm da Rússia, e existe a preocupação justificada com o efeito de disrupção dessa cadeia de suprimentos – a chamada “crise dos fertilizantes”.

Fonte: BBC Brasil

Em meio a esse cenário de instabilidade, o governo federal lançou um Plano Nacional de Fertilizantes, com o objetivo de aumentar a produção nacional e reduzir as importações. A meta é ir dos atuais 85% a 45% até 2050 – ou seja, nos próximos 28 anos. 

O Plano já vinha sendo elaborado desde 2021, e teve neste momento de crise dos fertilizantes  a oportunidade para aprovação em caráter de urgência. Mas, além do prazo extenso e ausência de medidas de curto prazo em resposta à iminente escassez de insumos, a resposta federal à crise traz outros pontos polêmicos, como a proposta – quase uma obsessão do atual governo – de mineração em terras indígenas, presente no Projeto de Lei 191/2020. 

Além de não oferecer uma contribuição significativa para a demanda de insumos, segundo dados do próprio governo, a aprovação do PL pode causar danos irrecuperáveis e sem precedentes ao Brasil,  acarretando em desmatamento e contaminação do solo e das águas, degradação da biodiversidade e perda de subsistência de populações inteiras. Dessa forma, a política continua violando acordos internacionais de defesa dos direitos humanos, e aumentando ainda mais a precariedade dos povos indígenas brasileiros na defesa de seus territórios – um assunto que já discutimos aqui no blog em artigo sobre a primavera indígena (e o que a economia circular tem a ver com isso). 

Neste artigo, vamos investigar outras abordagens que fariam bem mais sentido em resposta à crise dos fertilizantes, com um impacto benéfico e duradouro à saúde do solo e resiliência agrícola brasileira. 

Para isso, é preciso um olhar circular para os recursos que já existem no nosso território – e não apenas em jazidas a serem mineradas, mas em fluxos abundantes de nutrientes, que atualmente são tratados como “lixo” ou “esgoto”.

Importar, extrair ou circular?

Fertilizantes são compostos químicos usados na agricultura para aumentar a quantidade de nutrientes do solo, gerando ganhos de produtividade na lavoura. Eles podem ser minerais, extraídos de jazidas subterrâneas, ou orgânicos, que provêm de matéria-prima animal ou vegetal. 

Além dos impactos da própria mineração, a agricultura intensiva e o uso de fertilizantes inorgânicos em escala industrial causam impactos negativos como eutrofização, acidificação, empobrecimento do solo e contaminação de ecossistemas e comunidades . Apesar desses impactos ambientais e sociais, os fertilizantes minerais ainda são vistos como vantajosos por um grande setor de agricultores, já que eles concentram nutrientes, que são absorvidos rapidamente pelas plantações e, no curto prazo, geram mais produtividade. 

Já nos fertilizantes orgânicos, a quantidade de nutrientes presentes não é exata e, por isso, são pouco usados na agricultura intensiva. Por outro lado, estes fertilizantes vão além da nutrição, contribuindo para o desenvolvimento de microorganismos e fungos que aumentam a saúde, diversidade e produtividade do solo, e também a capacidade de absorção dos nutrientes pelas plantas.

Cada vez mais, demonstra-se a necessidade de migrar do paradigma químico-mineral para uma abordagem de fechamento de ciclos biológicos, e mais produtores percebem as vantagens de adotar os adubos orgânicos, em complemento ou mesmo substituição aos minerais. 

Essa transição é necessária porque, para além da crise atual e da dependência de importações, os fertilizantes minerais são recursos finitos, que não podem seguir sendo geridos de forma linear. Por outro lado, temos a oportunidade de aproveitar nutrientes abundantes que já estão aqui, sendo jogados “fora”.

Sim. Porque ao mesmo tempo que importamos 85% dos fertilizantes usados na agricultura, desperdiçamos 99% dos nossos resíduos orgânicos. Estes resíduos, ao invés de apodrecerem e liberarem metano em lixões e aterros sanitários, ou se tornarem vetores de contaminação e doenças em lixões, ou ainda demandarem tratamentos químicos dispendiosos e de alto impacto em estações de esgoto, podem retornar para o solo, já que contêm as mesmas substâncias – nitrogênio, fósforo, potássio, magnésio, enxofre, etc  – necessárias para novos cultivos. 

Ou seja, materiais que  hoje tratamos como um problema, chamando de “lixo orgânico” ou “esgoto”, podem ser uma saída circular e efetiva para reduzir drasticamente a nossa necessidade de insumos minerados, no curto e longo prazo.

Uma saída que transforma esses resíduos em adubo orgânico por meio de tecnologias simples, viáveis e já existentes, seja em processos de compostagem (degradação dos resíduos com presença de oxigênio) ou biodigestão (degradação dos resíduos com ausência de oxigênio).

São tecnologias que podem ser implementadas em diversas escalas e modelos, seja de forma doméstica, comunitária ou industrial, para pequenas ou grandes quantidades de resíduos. E o melhor: elas já estão sendo comprovadas e aperfeiçoadas por inúmeros projetos no Brasil e no mundo – mais abaixo trazemos dois deles, como exemplo e inspiração.

O composto orgânico pode ser uma solução para a crise dos fertilizantes?

Recentemente, aconteceu a II Semana Internacional de Compostagem, promovida simultaneamente em várias cidades do mundo – e que, em 2022, teve a cidade de São Paulo como representante latino-americana do movimento. A iniciativa foi criada justamente para colocar o assunto em pauta e conscientizar a população sobre os impactos positivos da compostagem – e seu potencial de fechar os ciclos urbanos e agrícolas.

Fonte: Planta Feliz

Afinal, como se sabe, uma quantidade enorme de nutrientes biológicos é desperdiçada diariamente nos núcleos urbanos, e também pelas atividades da agropecuária e agroindústria. E a compostagem é, justamente, uma tecnologia extremamente simples e efetiva para transformar esses resíduos em matéria orgânica de qualidade.

Como parte da programação da edição brasileira, acompanhamos a mesa de discussão  Composto orgânico: solução para a agricultura?, que trouxe perspectivas muito interessantes sobre essa questão. 

Para Kátia Beltrame, fundadora da ABISOLO,  é preciso expandir os horizontes de aplicação da adubação orgânica. Isso porque ela pode ser utilizada tanto em cultivos convencionais, de alta escala – como plantações de cana, soja e milho – quanto na agricultura orgânica, que não emprega fertilizantes de origem mineral. E também porque seus benefícios vão além da simples nutrição, mas trabalham a própria estrutura do solo, que ganha em vida, saúde e diversidade microbiana.

Fernando Carvalho Oliveira, da Tera Ambiental, concorda: o fertilizante orgânico composto “fornece nutrientes – tanto macro quanto micro. Mas o que ele traz de essencial, além da matéria orgânica, são os microorganismos – em diversidade e em densidade, o que portanto dá ao fertilizante orgânico composto o título justo de ser um produto vivo, e capaz de combater esse desequilíbrio inexorável ao cultivo convencional.”

Fernando complementa:

“Nós vamos ter cada vez mais a demanda e a necessidade de usar os fertilizantes  orgânicos  feitos através da compostagem para contribuir com todas as outras tecnologias na busca por esse equilíbrio do ambiente solo, planta – e também atmosfera.”(Fernando)

A menção ao equilíbrio atmosférico é bastante relevante, dado o enorme potencial de absorção e fixação de carbono pelo aumento dos microorganismos presentes em solos saudáveis, como refletido no documentário Solo Fértil (Kiss the Ground), atualmente disponível na Netflix e no Youtube, que demonstra o grande impacto positivo que a recuperação do solo pode ter no combate às mudanças climáticas.

Assim, o uso de fertilizantes compostos orgânicos estimula uma agricultura mais regenerativa, com aumento de biodiversidade em áreas agrícolas, solos, águas e alimentos menos contaminados, e população mais saudável.

Não é lixo, é nutriente!

A adoção em larga escala de fertilizantes orgânicos como insumos agrícolas fecha ciclos e oferece uma solução “ganha-ganha”. Ou seja, ela tem o potencial de solucionar tanto a demanda por fertilizantes locais de alta qualidade e baixo custo, quanto a destinação proveitosa dos resíduos orgânicos agroindustriais e urbanos. 

Os resíduos orgânicos correspondem a mais da metade dos resíduos sólidos urbanos – 57%, segundo pesquisa do Ipea de 2017. Somados ao descarte das atividades agropecuárias e agroindustriais, estima-se a geração anual de 800 milhões de toneladas de resíduos orgânicos no Brasil. 

Uma quantidade ínfima desses resíduos é reaproveitada – apenas 1% das 37 milhões de toneladas coletadas, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. Para Carlos Silva Filho, diretor da entidade, o lixo orgânico nunca recebeu o devido valor. “Historicamente, no país, houve uma atenção e concentração praticamente total de investimentos na recuperação da fração seca, que seria os resíduos recicláveis secos. E não tem sido dada atenção à fração orgânica”.

É um investimento que não apenas faz sentido, mas traria resultados bem mais rápidos e efetivos para a gestão de resíduos como um todo: enquanto os resíduos secos (“recicláveis”) têm toda uma complexidade de separação das cadeias de cada tipo de material, os orgânicos na maioria podem ser encaminhados e processados juntos, como já vimos, através da compostagem ou biodigestão  – o que ajuda, inclusive, a descontaminar e facilitar a destinação proveitosa dos resíduos recicláveis secos.  

E, além disso, criar uma estrutura significativa de plantas de compostagem industrial é imprescindível para estimular outros setores industriais, viabilizando por exemplo a adoção em larga escala dos bioplásticos compostáveis, que já estão sendo desenvolvidos para substituir os plásticos de origem fóssil, não-compostáveis. Mas não adianta desenvolver esses materiais inovadores e não ter para onde encaminhá-los depois do uso – e, se eles forem parar nos aterros, a gente perde esses benefícios, e perde esses nutrientes. 

Por todos esses motivos, investir na reciclagem dos resíduos orgânicos e recuperação dos seus nutrientes é uma grande oportunidade tanto para a iniciativa privada quanto para o poder público em todos os níveis – municipal, estadual e federal. 

Isso porque ela permite transformar um passivo ambiental e econômico, que é a coleta de resíduos e o tratamento de esgoto, na possibilidade de fechamento de ciclos e ganhos econômicos. E de quebra, reduzir drasticamente nossa dependência de fertilizantes minerados e/ou importados.

A seguir, compartilhamos dois exemplos muito inspiradores, presentes também no nosso livro digital gratuito com 28 estudos de caso de design e inovação circular no Brasil e no mundo, que já estão aplicando esse olhar para os resíduos orgânicos, com resultados surpreendentes e extremamente positivos.

Ostara + Crystal Green®: fertilizantes de qualidade superior aos de origem mineral

Grânulos fertilizantes Crystal Green®. Imagem: Ostara.
Grânulos fertilizantes Crystal Green®. Imagem: Ostara.

Um caso muito interessante de recuperação de nutrientes dos efluentes urbanos é a solução oferecida pela empresa canadense Ostara, que possibilita retornar o fósforo e o nitrogênio do esgoto municipal para a produção agrícola.

A empresa desenvolveu uma tecnologia de tratamento de água que extrai esses nutrientes do esgoto municipal como estruvita, que por sua vez é utilizada para a produção do Crystal Green®, um fertilizante concentrado extremamente efetivo. 

Inclusive, o produto oferecido pela Ostara é melhor que os convencionais, porque ele libera os nutrientes mais devagar, de acordo com a demanda das raízes – isso permite um rendimento maior, e ainda evita a perda pelas regas e a contaminação dos corpos d’água que acontece com os fertilizantes convencionais.

No sistema linear, o fósforo é extraído pela mineração, convertido em insumos agrícolas, consumido pelo ser humano e descartado em corpos d’água – onde ele torna-se um problema, já que sua concentração em excesso provoca processos como a eutrofização. 
Pensando circularmente, a Ostara transforma essa lógica, recuperando esses nutrientes das águas residuais e convertendo em fertilizantes agrícolas de alta qualidade. Esse é um exemplo perfeito de upcycling/ superciclagem, que enxerga o potencial dos resíduos (no caso dos efluentes) como nutrientes , permitindo fechar o ciclo do fósforo, purificar as águas e aumentar o rendimento agrícola.

Pesquisas e aplicações no Brasil

No Brasil, o uso do lodo de esgoto para produção de fertilizantes organominerais também vem sendo estudado e testado em iniciativas práticas e acadêmicas envolvendo diversas culturas, como a cana de açúcar, sorgo e milheto, entre outras. 

A produção de estruvita no próprio tratamento do esgoto, base dos resultados positivos do fertilizante da Ostara, ainda é uma tecnologia pouco conhecida na América Latina, mas que já foi objeto de teses acadêmicas brasileiras (como esta, e esta), e oferece um campo bastante promissor de aplicação e desenvolvimento.

Outra tecnologia, esta sim que já vem sendo aplicada em território brasileiro desde os anos 90 com ótimos resultados, são os Biossistemas Integrados, implementados de forma pioneira pelo OIA – O Instituto Ambiental.

O case do OIA – tecnologia de biodigestão desenvolvida no Brasil

Biodigestores. Imagem: O Instituto Ambiental.
Biodigestores. Imagem: O Instituto Ambiental.

O OIA (O Instituto Ambiental) é uma organização brasileira sem fins lucrativos que pesquisa e implementa tecnologias alternativas, sustentáveis e acessíveis para purificação da água, reciclagem de nutrientes e geração de energia renovável. 

Uma das principais frentes de trabalho do Instituto é justamente o Biossistema Integrado (BSI), uma solução circular para o tratamento de efluentes, que já impactou quase 500.000 pessoas desde a fundação da organização, com sistemas instalados em quase todas as regiões do Brasil, e também na Nicarágua, Haiti e Espanha. 

O Biossistema Integrado foi desenvolvido com o objetivo de reciclar os nutrientes presentes nos efluentes domésticos. O sistema trabalha o fechamento de ciclo de água e nutrientes biológicos dessas comunidades a partir do tratamento de esgoto descentralizado e da tecnologia dos biodigestores. 

Começando no biodigestor, a matéria orgânica do esgoto produzido pelo bairro é consumida por bactérias que produzem o biogás e que, então, é usado pela comunidade como gás de cozinha. O material orgânico que sobra é muito rico em nutrientes e segue por uma série de filtros com plantas, algas e peixes que purificam a água.

Como resultado, o biossistema integrado gera água limpa, biogás e também alimento para a comunidade, além de dar suporte à biodiversidade da região. Além disso, os casos de hepatite nessas regiões, onde os biossistemas foram implementados, foram reduzidos em até 30% – trazendo, além de tudo, benefícios para a saúde pública.

Além dos sistemas locais, domiciliares ou comunitários, que permitem atender bairros isolados ou sem acesso à estrutura existente de saneamento, o biossistema também pode ser implementado em larga escala, substituindo o tratamento convencional em grandes estações de tratamento. 

É o caso da estação de Araruama, que é o maior biossistema integrado da América Latina, atendendo a mais de 200.000 pessoas. Era uma estação convencional, convertida para o novo sistema com o gerenciamento da companhia local de saneamento, em uma área de 10 hectares, envolvendo grandes biodigestores e lagoas de oxigenação com plantas aquáticas e emergentes – que se tornaram também um atrativo turístico da região.

Além dos benefícios ambientais e sociais, a operação do sistema é muito menos dispendiosa do que o tratamento convencional. Segundo Valmir Fachini, um dos fundadores do OIA, a estação de Araruama gastava R$ 1,90 por metro cúbico com tratamentos químicos convencionais, hoje, com o Biossistema Integrado, o custo é de R$ 0,25 por metro cúbico – ou seja, houve uma redução de quase 90% dos custos para a companhia de saneamento. Além, é claro, da geração de valor econômico em subprodutos como biogás, peixes e composto orgânico para aplicação agrícola.

Circular os nutrientes que já estão aqui!

Em The Upcycle, o segundo livro publicado pelos autores da metodologia Cradle to Cradle, um dos capítulos é dedicado exclusivamente à questão do solo, e da necessidade de retorno dos nutrientes orgânicos para restabelecer sua saúde e produtividade.  

Para os autores, é preciso mudar nossa linguagem – por exemplo de “tratamento de esgoto” ou “disposição de resíduos” para gestão de nutrientes.  

Assim, podemos transformar passivos em ativos, e criar sistemas seguros e abundantes, que mantêm o valor dos materiais em circulação.

Quando a gente fala em acabar com o conceito de lixo, ou no lixo como um erro de design, a provocação é essa. Não existe lixo, existem nutrientes sub-aproveitados, que precisam retornar seu valor para o ciclo técnico ou biológico.

Ciclo técnico e biológico
Fonte: Ideia Circular

No caso dos nutrientes técnicos, ainda existe uma complexidade tecnológica devido ao fato de que nossos materiais e produtos industriais não são – ainda – desenhados para serem reutilizados ou reciclados.

Mas os nutrientes biológicos foram ‘desenhados’ para serem eternamente recicláveis. A lógica da natureza, diferente da nossa indústria atual, é circular e regenerativa. É só a gente parar de impor nosso pensamento linear sobre ela… Por exemplo, seguir importando ou minerando e descartando fertilizantes, quando (quase) tudo o que a gente precisa já está circulando por aqui, sendo desperdiçado como “lixo” ou como “esgoto”.

Ao invés de liberar metano em aterros sanitários, criar vetores de contaminação e doenças em lixões, ou passar por tratamentos químicos dispendiosos e de alto impacto em estações de esgoto, esses nutrientes podem ser a resposta para a atual crise dos fertilizantes, e uma saída inovadora para reduzir a dependência brasileira da importação de insumos. Porque, para além das circunstâncias atuais, a crise deveria também vir para lembrar de que as jazidas desses minerais são recursos finitos que, independente deste ou de futuros conflitos geopolíticos, também podem sofrer oscilações e riscos de suprimento em um futuro muito próximo.

Concluindo,  a crise dos fertilizantes é uma grande oportunidade para a iniciativa privada e para o poder público – em suas esferas federais, estaduais e municipais – de incentivar a circularidade e transformar os gastos de destinação desse volume enorme de resíduos em ganhos econômicos, sociais e ambientais.  Para isso, é preciso entender mais uma vez o valor dos materiais como nutrientes, e criar sistemas inteligentes para que eles possam retornar seu valor para a biosfera, para a indústria e para a sociedade.

Share

3 comentários

  1. Excelente artigo. Iportantíssima esta reflexão. O Brasil tem um potencial imenso para o aproveitamento dos resíduos orgânicos. Precisamos investir, e muito, na cultura e conhecimento do aproveitamento destes nutrientes que nos são oferecidos pela natureza.

  2. Matéria super completa, riquíssima em informações! Divulgo a compostagem desde 2006 e disponibilizo gratuitamente, em vários sites, o Guia de Compostagem Caseira. Para incentivar o pequeno leitor, escrevi A Fuga das Minhocas.

    1. Olá Raquel, sou a Márcia da Casa da Minhoca insumos agroecológicos. Aproveito a oportunidade deste canal para cumprimentá-la pelo livro A Fuga das Minhocas, é muito legal e didático. Costumo fazer referência a ele quando realizo oficinas de compostagem doméstico e oficinas de horta domésticas, para ressaltar o papel das minhocas no meio ambiente.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Continue lendo a postagem

[livro gratuito] 28 estudos de caso:
design e inovação para a economia circular no Brasil e no mundo